Histeroscopia é uma técnica de diagnóstico e de tratamento de doenças que acometem a cavidade uterina, evitando cirurgias desnecessárias. Uma câmera fina e longa adentra-se a vagina e o canal cervical, e com a distensão do útero pela introdução de um meio líquido, conseguimos visualizar todo o seu interior. As imagens ampliadas são transmitidas a um monitor, facilitando a visualização pelo examinador e podem ser documentadas em DVD ou fotos para compor o laudo do exame.

Existem 2 modalidades de histeroscopia:

Histeroscopia diagnóstica

A finalidade é visualizar a cavidade endometrial e documentar o parecer diagnóstico com as imagens captadas. A vantagem é de não necessitar de internação ou anestesia. A desvantagem é que muitas pacientes podem não tolerar a dor (semelhante a uma cólica menstrual forte) e não ser possível realizar o tratamento da alteração encontrada. Normalmente é realizada em laboratórios.

Histeroscopia cirúrgica

Realizada em centro cirúrgico, utiliza um aparelho acoplado à câmera (ressectoscópio) que permite a retirada de miomas, pólipos ou septos. A anestesia pode ser a raqui ou geral de curta duração. Não há cortes ou cicatrizes, pois todo o acesso é feito pela vagina e colo do útero. O procedimento dura cerca de 40 minutos e a paciente normalmente tem alta hospitalar no mesmo dia.

Indicações médicas:

As principais doenças que podem ser diagnosticadas, e muitas vezes tratadas, pela histeroscopia são:

  • Miomas submucosos: aqueles localizados parcial ou totalmente dentro da cavidade uterina.
  • Infertilidade: diagnóstico e tratamento de pólipos e septos uterinos que atrapalham a gravidez natural ou a fertilização in vitro.
  • Retirada de DIU que tiveram seus fios perdidos.
  • Pólipos e sangramento pós-menopausa: diagnóstico eficaz do câncer do endométrio.